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Lugar de mulher é programando, desenvolvendo ou aonde ela quiser

Para tudo na vida é preciso coragem e sempre, buscar dar o seu melhor no que se propõe a fazer, independente de gênero. Acredite em você!

A participação da mulher já foi mais considerável no início em que se formavam os setores de tecnologia e informática, com Ada Byron – que participou do projeto do primeiro computador de uso geral – Grace Hopper, que fez o primeiro compilador e as programadoras do ENIAC, que fizeram o primeiro computador eletrônico. Mais recentemente, em 2006, tivemos Frances Allen como a primeira mulher a ganhar o prêmio Turing, rompendo a barreira de gênero deste prêmio que só nomeou homens durante quatro décadas. Depois dela tivemos Barbara Liskow, em 2008, e Shafrira Goldwasser, em 2012.

De qualquer forma, ainda existe um caminho longo para as mulheres na indústria da tecnologia. Embora a pesquisa da Revelo, empresa de tecnologia para recrutamento, aponte crescimento em 2019 de 17% no número de convites para vagas de tecnologia e gestão de negócios, a diferença de remuneração em relação aos homens também subiu de 22,4% em 2017 para 23,4%, em 2019.

Pensando sobre o que ainda pode melhorar para termos mais mulheres no setor, a minha reflexão é que a mudança começa no discurso:  dentro de casa, na educação repassada em família, nas escolas, universidades e consequentemente nas empresas, de que ciência e tecnologia, por serem mais racionais, estão ligadas ao gênero masculino. Esse discurso, se concretizou com a formalização acadêmica do setor no século XX, impregnado de preconceito.

Hoje, mesmo nas áreas em que as mulheres são maioria, como o marketing online (54%), segundo o estudo da Revelo, homens dominam cargos de liderança (57%).  O que não é o meu caso, trabalho em uma fintech de meios de pagamento onde gerencio a equipe de marketing e, por isso, faço questão de reforçar para as mulheres que lugar de mulher é onde ela quiser: programando, desenvolvendo, monitorando, etc.

Mais de Humanas ou de Exatas?

Como a minha área é marketing, acredito em um cenário mais amistoso, mas confesso que encontrei poucas mulheres nas empresas por onde passei que se sentiam preparadas e seguras para liderar um departamento de marketing, hoje 100% voltado para métricas e conversões. O marketing mudou muito ao longo dos anos. Se antes atuávamos mais no branding e no awareness, hoje com o marketing digital atuamos até o final do funil na jornada de compra do cliente.  Com isso tenho a sensação de que a participação de mulheres no marketing poderia ser ainda mais expressiva, mas estagnou, por se tornar algo mais racional do que conceitual e aí entra toda essa questão do discurso preconceituoso de que mulheres, portanto, são mais de humanas do que de exatas.

Inclusão!

Hoje, para tornar a tecnologia mais inclusiva para as mulheres, precisamos criar e investir em programas que incentivem mais mulheres a seguir carreira em STEM (Science, tecnology, economy and math). E ainda, apoiar para que se mantenham nestas carreiras, porque existe uma alta taxa de desistência de mulheres neste setor, devido à falta de progressão na carreira e desenvolvimento profissional.

O meio financeiro e de pagamentos, minha área hoje

Uma área predominantemente masculina. De acordo com o estudo conduzido pela Harvard Business School, nos EUA, as mulheres ocupam apenas 9% dos cargos na indústria de venture capital, 6% em private equity e 11% das posições de gestão nos fundos de investimentos no país, colocando a participação feminina na maior indústria financeira do mundo atrás de profissões como o direito e a medicina.

Ainda observamos a participação das mulheres no mercado financeiro tímida, resultado de uma sociedade com raízes históricas que até hoje influenciam tanto na sociedade, quanto no mercado de trabalho, mas acredito que em régua decrescente, fator associado a elevação da mão de obra feminina nesta área. Cristina Junqueira, cofundadora da Nubank e Nathalia Arcuri, CEO da Me Poupe, são bons e sólidos exemplos que podemos seguir.

Se temos tantas formas de pagamento disponíveis hoje no mercado, então é sinal que a área é promissora e chama atenção.

Mas, vou te contar uma coisa. Para tudo na vida é preciso coragem e sempre, buscar dar o seu melhor no que se propõe a fazer, independente de gênero. Acredite em você!

Artigo por Silvia Almeida, gerente de marketing da Pagolivre

Silvia de Almeida é gerente de marketing da Pagolivre e trabalha com marketing a vida toda, porque adora a possibilidade de impactar a cultura e a vida das pessoas. Somado a isso, é uma pessoa de conexões. Ama conhecer gente, ouvir e contar histórias, entender os problemas das pessoas e empresas e buscar soluções. Pesquisar, debater, desconstruir certezas, testar possibilidades. A executiva acumula passagens pelas empresas Benner, Soul Conexões e Negócios, Circle Aceleradora, um.a, Batuque, Banco de Eventos, entre outras.

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